13jan/11Off

Zumba chega ao Brasil e promete virar moda como em 110 países

Divertir-se, melhorar o condicionamento físico e a coordenação motora e também perder peso. Quem não deseja encontrar esta fórmula? Um colombiano de corpo elástico criou o método e hoje tem 10 milhões de seguidores em 110 países, entre eles Austrália, China, Turquia, Israel e Estados Unidos, onde tudo começou. O Brasil passa a fazer parte desta lista. E a porta de entrada é Niterói, com a academia TIO SAM, uma rede com quatro unidades (Icaraí (2), Camboinhas e Barreto). Na noite desta quarta-feira (12/1), o criador da Zumba fez a primeira apresentação no Brasil, de frente para a Praia de Icaraí, e contagiou. A dança mescla ritmos variados, preferencialmente latinos, e passos de fácil aprendizado. E a principal razão do sucesso é deixar as pessoas felizes, segundo o criador Beto Perez. Os alunos concordam.

Professor de dança e coreógrafo Beto, 40 anos, desenvolveu a modalidade muito por acaso quando, há cerca de 25 anos, na cidade de Cali, Colômbia, deu uma aula de aeróbica ao som dos ritmos cúmbia, salsa e merengue. As músicas contagiaram os alunos, que espalharam a febre por todo o país, depois pelos EUA e, mais tarde, pelo mundo. “Na década de 80, a ginástica aeróbica era muito formal; jamais tinham dado uma aula ao som de ritmos latinos. Eu seguia este padrão, mas um dia esqueci o meu roteiro de músicas e improvisei com canções locais que gostava de escutar. Foram 60 minutos de improvisação que deixaram a classe hipnotizada. Ninguém nunca tinha visto aquilo e a propaganda foi se espalhando”, lembra Beto, que, ao lado de seus dois sócios, batizou a modalidade de Zumba, um misto de zumbido de abelhas e movimento rápidos.

Ao chegar a Miami, há 10 anos, a Zumba virou marca registrada, ganhou aporte financeiro de milhões de dólares e hoje movimenta um mercado milionário, com direito a licenciamento de roupas e acessórios, venda de DVDs domésticos, jogos para videogames e capacitação para instrutores ao redor do mundo, isso sem falar na estreia em Hollywood com um filme que está sendo roteirizado. “Já temos 70 mil instrutores capacitados para ministrar as aulas, dadas em 111 países”, conta Beto, que ganhou da prefeitura de Miami o Zumba Day, comemorado em 3 de dezembro. Neste dia, são ministradas aulas por toda a cidade, numa grande festa. As classes são segmentadas e abrangem públicos distintos: crianças de 4 a 12 anos são direcionadas para o Zumbatomic; idosos e deficientes físicos se identificam com o Zumba Gold; aqueles que preferem as classes na água sentem-se melhor com o Aqua Zumba; e há a Zumba turbinada com halteres de areia que ganham som de maracas no Zumba Toming.

Apesar de ser o país do suingue, só agora o Brasil conheceu a Zumba. Mas porquê tão tarde? “Achávamos que poderia conflitar com a lambaeróbica, no entanto, a Zumba é internacional, cada país coloca um pouco de sua cultura e não é preciso seguir à risca a sugestão de músicas. Na Grécia e na Índia, por exemplo, há ritmos locais”, explica Beto, que fez a sua primeira visita ao Brasil e escolheu Niterói para apresentar a sua fórmula de saúde e bem-estar.

Na última quarta-feira, 12/01, acompanhado das instrutoras brasileiras Karla Mead e Cristiane Machado, ele esteve na TIO SAM Gym Center, Icaraí, para uma aula demonstrativa para cerca de 30 alunos, que já garantiram presença nas classes, fixas na academia a partir de fevereiro e dadas por professores treinados pelo programa Zumba Fitness. “A Zumba pode ser praticada por qualquer pessoa, de qualquer idade. Nosso objetivo não é fazer com que as pessoas dancem bem, mas com que elas se divirtam. Brincamos que é um exercício disfarçado, perder peso é uma consequência”, observa o rei da dança, que tem entre os seus súditos a conterrânea Shakira. Sim, foi graças a Beto que a colombiana hipnotizou o mundo com a sua mexida nos quadris.